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Acervo fotográfico sobre Imigração Alemã no Brasil


Organizado pelo jornalista e escritor Felipe Kuhn Braun



Em setembro de 2001 Felipe Kuhn Braun iniciou suas pesquisas sobre genealogia e imigração alemã. No decorrer do primeiro ano Felipe visitou familiares próximos em busca de informações, nomes, datas, histórias e fotografias antigas. Desde o início um dos objetivos de Braun foi resgatar o passado distante de sua família a partir das histórias e imagens de seus ancestrais.

Em oito anos Felipe formou um arquivo de pouco mais de 1.500 fotografias antigas. Preocupado com a perda constante do material fotográfico, Braun fez um mapeamento do interior e passou a visitar semanalmente famílias em busca de imagens de imigrantes, seus descendentes e as localidades fundadas por eles.

Os municípios visitados para pesquisas foram Nova Petrópolis, Feliz, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Picada Café, Dois Irmãos, Bom Princípio, São Sebastião do Caí, São José do Hortêncio, Salvador do Sul, Linha Nova, São Pedro da Serra, Tupandi, Novo Hamburgo, São Leopoldo, entre outros.

Todas essas imagens foram emprestadas pelas famílias e no decorrer de um ano Felipe multiplicou seu arquivo para 13.800 fotografias antigas. As fotos foram digitalizadas, impressas, separadas em álbuns por temas, famílias e localidades. Essas imagens retratam os costumes e hábitos culturais dos imigrantes alemães e seus descendentes da década de 1860 (começo da fotografia no Rio Grande do Sul) até a década de 1960, final da fotografia em preto e branco.

Felipe também encontrou arquivos parciais de fotógrafos teuto-gaúchos do início do século XX, entre eles Otto Schönwald e Hugo Bernd de Porto Alegre, Hugo Theodoro Neumann de Nova Petrópolis, Augusto Nienow de Linha Nova e Rücker do município de Feliz. O arquivo desses fotógrafos foi organizado, digitalizado e reimpresso, na totalidade são quase 2.000 imagens antigas.

Na coleção de Braun, cerca de 900 fotografias antigas são do século XIX, ou seja, fotos tiradas antes do ano de 1900, nas quatro décadas da fotografia no sul do Brasil, 1860, 1870, 1880 e 1890, pelos fotógrafos (entre outros): Balduin Röhrig, A. Stoeckel, Pedro Rössler, Luiz Willisich, Walter Mende, E. M. von Borowski, Luiz Deschamps, Eduard Cramer, Otto Schönwald, Christiano H. Prass, Carl Wildner, W. Stocker.

Mais de 100 imigrantes estão retratados nas imagens resgatadas por Braun nesses 9 anos. Entre eles estão (entre outros) os patriarcas das famílias: Ruschel, Vier, Hexsel, Schmidt, Schmitt, Müssnich, Kasper, Roehe, Büttenbender, Hunsche, Stoffel, Wolf, Christ, Heineck, Lorenz, Bender, Dietschi, Ebling, Petry, Siegel, Metzler, Dewis, Perius, Lessinger, Kiefer, Lanzer e Thön.

Entre as preciosidades da coleção de Braun estão algumas imagens feitas pelo daguerreótipo no início da imagem no sul do país. As coleções de fotógrafos amadores do início do século XX, tais como Carlos Momberger e Walter Haas de Novo Hamburgo. Momberger retratou Novo Hamburgo, Taquara, Gramado, Santa Maria do Herval e as praias de Torres e Tramandaí nas décadas de 1930 e 1940. Walter Haas retratou Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Taquara, a região metropolitana e o litoral (principalmente Tramandaí e arredores).

As curiosidades dentre os temas mais variados sobre a colonização germânica, são as fotos das noivas de preto, dos carnavais do final do século XIX e começo do século XX, das sociedades de canto e tiro ao alvo. Algumas relíquias são as imagens do interior das escolas, igrejas, das fábricas, tipografias, as fotos dos escravos, das propriedades rurais e do começo de municípios como Dois Irmãos, Linha Nova, Nova Petrópolis, Feliz, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Porto Alegre.

Preocupado com a preservação desse arquivo, que já é a maior coleção de fotografias antigas que retratam a imigração alemã no sul do país, Braun publicou em seu primeiro livro, História da Imigração Alemã no Sul do Brasil, 160 fotos dessa coleção. (A publicação foi impressa em janeiro de 2010 pela Editora Amstad de Nova Petrópolis e reimpressa em agosto de 2010 pela Gráfica Costoli de Porto Alegre). Em julho de 2010 quando Braun publicou seu segundo livro, Memórias do Povo Alemão no Rio Grande do Sul, preservou 144 imagens nessa publicação, com tiragem de 500 exemplares, impressos pela Editora Amstad.

Felipe esteve até agora com quase 300 famílias nesses 9 anos de pesquisas, tem pela frente uma lista de contatos e cidades a visitar, pois continua, semanalmente se dedicando a pesquisa e a seus dois novos projetos que pretende em breve publicar, um sobre biografias de imigrantes pioneiros e outro sobre cartas e relatos de imigrantes alemães e seus descendentes.

Curiosidades:



Entre as imagens do século XIX também estão retratadas as famílias: Acker, Adams, Alles, Angel, Bartholomay, Becker, Berlitz, Bernd, Besing, Bier, Biernfeld, Bohnenberger, Biernfeld, Boll, Braun, Damm, Dannenhauer, Dapper, Deuner, Diefenbach, Diefenthäler, Drehmer, Dietrich, Döhren, Dreyer, Ellwanger, Eltz, Engel, Feltes, von Fries, Gerhardt, Graeff, Gruel, Haag, Hännel, Harz, Haury, Hauschild, Heck, Heller, Hennemann, Hess, Heuser, Hofmann, Hoffmeister, von Hohendorff, Jaeger, Jung, Kandler, Kerber, Kieling, Korndörfer, Krämer, Kroeff, Krug, Kuhn, Kunz Lamb, Link, Loeblein, Lorenz, Lorscheider, Lösch, Ludwig, Mayer, Mattje, Müller, Müssnich, Peters, Petry, Port, Poschetzky, Rambow, Rauber, Renck, Renner, Richter, Sänger, Sellin, Schmidt, Schneider, von Schwerin, Sperb, Spohr, Springer, Steigleder, Ströher, Trein, Treis, Wäschenfelder, Werlang, Wittmann, Wickert e Wiltgen.