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Luiz Gonzaga Jaeger


Luiz Gonzaga Jaeger nasceu em Ivoti a 10 de julho de 1889, era filho de Jorge Jaeger e de Maria Weingärtner. Os Jaeger na Alemanha eram evangélicos, porém seus descendentes brasileiros eram católicos e participavam ativamente na igreja. Como foi o caso do avô, dos tios e dos pais de Luiz Gonzaga. O pai Jorge morava em São Leopoldo, onde era professor, e acompanhava o Pe. João Batista Reus em todas suas visitas as famílias da região.

Depois de concluir seus estudos no Seminário Menor São José, de Pareci Novo, no ano de 1909, Luiz foi para Portugal, a fim de se tornar religioso. No dia 27 de fevereiro de 1909 ele entrou para a Companhia de Jesus em Barro, Portugal. Estudou no Colégio de Campolide. Foi ordenado sacerdote a 01 de agosto de 1922 em São Leopoldo. Quando Luiz estava em Portugal, os jesuítas foram perseguidos e presos em 3 de outubro de 1910, Luiz ganhou a liberdade depois de 24 dias encarcerado com outros colegas. Em liberdade Jaeger viajou primeiramente para a Saxônia, onde tinha parentes próximos.

Lá foi recebido pela família de uma tia avó, ela lhe deu roupas e alimentação, e Luiz permaneceu por ali até se recuperar. Com a saúde aparentemente melhor, Jaeger viajou para a Exaeten, na Holanda para voltar ao noviciado, lá estudou Filosofia em Valkenburgo. Na Holanda descobriu que o tempo na prisão, prejudicou sua saúde a tal ponto que ele contraiu tuberculose. Os padres jesuítas, preocupados com a fraca saúde de Luiz Gonzaga, o enviaram para tratamento na Colômbia, onde Jaeger se recuperou mais tarde.

Ao regressar para o Brasil trabalhou em Porto Alegre e em fins de 1924 começou a trabalhar no Colégio Anchieta. Fez excursões para a região das missões para estudar o histórico das colônias jesuíticas. Foi o primeiro padre a escrever extensa bibliografia sobre o assunto no Brasil. O padre Jaeger também foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, professor do Colégio Anchieta em Porto Alegre, e fundador do Instituto Anchietano de Pesquisas.

Jaeger também foi jornalista, diretor de redator chefe do Jornal "O Eco" por 25 anos. Foi organizador da Instrução Catequética nos colégios e grupos escolares do Estado por 18 anos. De 1930 a 1952 redigiu e publicou a "Folha Catequética". Trabalhou nas seguintes igrejas da capital: Igreja dos Navegantes (1926-28), Igreja do Rosário (1929-41), na Capela Nossa Senhora dos Anjos (1941-57), na Capela da Casa do Pequeno Jornaleiro (1946-55), na Capela da Maternidade São Manoel (1957-63) e novamente na Igreja do Rosário de junho de 1957 até seu falecimento. Faleceu a 21 de fevereiro de 1963, quando ele voltava da missa vespertina que realizara na Igreja do Rosário. Foi enterrado no cemitério dos Jesuítas em São Leopoldo.